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Posso SER e EXISTIR, sem rótulos nenhuns?!! Agradeço.

 

Há algum tempo que não escrevia. O tempo e a saúde são elementos tramados nisto de tentar ser “super mulher” (É tão interessante quanto ridículo  termos essa triste ambição: de fazermos mais do que podemos, mais do que devemos, mais do que sequer a saúde nos permite. Já não é teimosia. É vício. Um vício perigoso, aliás como todos os outros). Bom, como tenho de parar de vez em quando (a isso me obrigam) aproveito para falar ou escrever sobre o que gosto.

Chegado ao final de mais um ano (Intenso como todos os outros, pois qualquer professor/a que se preze chega a esta altura do ano sem grande energia…), resta-me refletir sobre a sensibilidade para a diversidade que encontro nos contextos educativos e sociais onde me vou cruzando.

Já nem vou falar de avaliações, nem da avaliação dos alunos/as com necessidades educativas especiais (NEE), pois não quero estragar as férias a ninguém… (entenda-se: mais vale ser feliz que ter razão, caríssimos e em algumas locais esta máxima deve ser rigorosamente cumprida!).

Apenas esclarecer alguns pontos.

A nossa celebração: Poder lutar todos os dias para que estas crianças tenham o direito à sua identidade e que esta sua diversidade seja respeitada na sociedade como uma mais valia (e não como uma maldição) e nisto tudo, poder SER e EXISTIR sem limitações (significa: poderem ver ressaltadas as suas capacidades e não só as suas dificuldades).

Mas para serem e existirem sem limitações, precisamos nós (os outros) de tirar os esqueletos que temos no armário, as pesadas e bafientas representações sobre a deficiência, abandonarmos os rótulos, os estereótipos, as teorias implícitas e raras de que ter Autismo, Síndrome de Down, Dislexia ou outra coisa qualquer significa uma LIMITAÇÃO EXISTENCIAL PERMANENTE, INCAPACIDADE TOTAL, AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA, BLACKOUT TOTAL!

Meus senhores e minhas senhoras, esta forma ortodoxa de ver a população com necesidades especiais está cada vez mais desadequada daquilo que representam hoje estas pessoas. Basta vermos os exemplos que todos os dias se cruzam conosco na sociedade. Que a falta de cultura não seja uma desculpa para castrarmos as potencialidades destas crianças e jovens, pois se forem alvo de uma boa intervenção, poderão ser adultos com futuros brilhantes.

Inúmeros homens e mulheres conseguiram muito mais do que era expectável, em tempos muito mais difíceis do que os atuais. Mais, conseguiram a proeza de eternizar os seus nomes na História, apesar das suas deficiências ou ditas incapacidades. O que os impediu se serem quem são?

Exemplos?

Bill Gates (citado no livro “Thinking in pictures” de Temple Grandin como tendo características autistas – Síndrome de Asperger): diretor da Microsoft e inventor do Windows. Nasceu em 1955 em Seattle (EUA). Gates balançava-se continuamente durante reuniões de negócios e em aviões, não gostava de manter contacto ocular e tinha pouca habilidade social. Isso impediu-o de ter o sucesso que teve?

E mais uns…

Abraham Lincoln, presidente dos EUA (Síndrome de Marfan)
Agatha Christie, escritora (dislexia)
Albert Einstein, cientista (dislexia)
Alexander Graham Bell, inventor – telefone (dislexia)
Alexander Pope, escritor (malformações congênitas)
Andrea Bocelli , cantor (cega)

Andy Warhol (Autismo)
Auguste Renoir, pintor (artrite reumatóide)
Ben Johnson, desportista (dislexia) 
Charles Darwin, cientista (dislexia)
Chris Burke, ator americano (síndrome de Down) 
Christopher Reeve, artista de cinema (tetraplegia)
Cláudio imperador romano (deficiências múltiplas)
Franklin D. Roosevelt, estadista (poliomielite)
Gustave Flaubert, (dislexia)
Hans Christian Andersen, escritor (dislexia)
Harry Belafonte, artista de cinema (dislexia)
Heather Whitestone, miss EUA (deficiência auditiva)
Helen Keller, escritora (cegueira e deficiência auditiva)

Leonardo DaVinci, inventor (dislexia)

Louis Braille, (cegueira)
Ludwig Van Beethoven, compositor (deficiência auditiva)

Nelson Ned, cantor (nanismo)

Oliver Reed, ator inglês (dislexia)

Ray Charles, cantor (cegueira)

Robin Williams, ator (dislexia)

Stevie Wonder, cantor (cegueira)

Thomas A. Edison, inventor (dislexia e deficiência auditiva)

Tom Cruise, artista de cinema (dislexia)

Vincent Van Gogh, pintor (dislexia)

Walt Disney, empresário e desenhista (dislexia)
Whoopy Goldberg, atriz de cinema (dislexia)
Wilma Mankiller, (distrofia muscular)
William Hickling Prescott, historiador (cegueira)
Winston Churchill, estadista (dislexia)
Woodrow Wilson, estadista (dislexia)

Vincent van Gogh (Autismo)

f

c

Chega?Há mais em http://www.crfaster.com.br/gfamosos.htm

Uma sugestão:

Quando não tivermos sensibilidade para reconhecer na diversidade o seu valor, façamos  a única coisa boa e sensata que podemos fazer: estar calados e impedir que as nossas opiniões e atitudes tóxicas  contaminem os pares, os pais e outros colegas, sob a pena do pensamento para a diversidade, o processo de inclusão social e o futuro das nossas crianças entrar num buraco sem fundo.

Tenho dito.

Kiss, kiss. Bang, bang!

celmira

 

 

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