Tag Archives: Educação Especial

Escola de Pais.NEE no Faial (Açores)

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Para os Interessados/as mais uma Edição da Escola de Pais.nee, a décima! Desta vez como Formação de Formadores!

Kiss, Kiss! Bang, Bang!

Celmira Macedo

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Educação Especial: Ficção ou Realidade? (Por Manuela Cunha)

 

Há medida que o tempo avança, há medida que as políticas educativas para a Educação Especial se atropelam umas nas outras, sinto-me cada vez mais impotente para a compreensão das mesmas.

Não me vou perder em “Declarações de Salamanca”, nem em teorias de Inclusão, quero apenas remeter-me para a realidade, quero apenas situar-me no palco das Escolas, que ao cabo e ao resto, é o meu palco onde “atuo” diariamente com os meus alunos Especiais. Eu e tantos outros profissionais do “Mundo dos Especiais”.

Quero, desejo, ambiciono e ouso deixar as minhas pegadas junto às famílias e aos protagonistas desta, que deveria ser, uma História de Amor!

Sim, porque ser Professor da Educação Especial é um ato de Amor. Um Amor Maior, onde através dele, brotam “pequenos grandes” sucessos determinantes na evolução biopsicossocial dos nossos alunos. Um Amor incompreendidos por muitos, sobretudo por alguns Políticos cegos e sovinas que pouco ou nada investem nesta área. Para muitos destes, a Educação Especial é um “frete”, existe porque é obrigatório existir, pois, se assim não fosse tenho sérias dúvidas… Se não vejamos: há escolas que precisam, urgentemente, de mais professores da Educação Especial, há alunos com dificuldades de aprendizagem de carater permanente com apenas, repito, apenas um bloco de 45 ou 90 minutos por semana com apoio especializado. Agora eu pergunto: isto é suficiente? Até um “leigo” na matéria sabe que não.

Estatisticamente, estes alunos usufruem de Educação Especial, sim! Mas, na realidade o que é que isto significa?

Significa um “peso pesado” para os profissionais, isto porque, aumenta-lhes o número de alunos para apoio e, por conseguinte, menos tempo para apoiar individualmente cada um deles.

O Professor da Educação Especial, face a esta realidade, não consegue um trabalho de eficiência, criando-lhe frustrações e desanimo. Em contra ponto, as famílias especiais, não veem os resultados tão esperados e tão acalentados.

E assim vamos… “enganando-nos” uns aos outros, com prejuízos incalculáveis para o desenvolvimento de cada uma destas crianças ou jovens, que apesar das suas limitações poderiam ter um ensino mais assegurador.

Esta “não aposta” na Educação Especial terá, a curto médio prazo, consequências preocupantes, não só a nível pessoal, mas também social, isto porque, enquanto os nossos governantes não perceberem que estes alunos, também fazem parte da geração vindoura, que eles também pertencem ao Futuro, estarão a minar-lhes a possibilidade de ter uma vida mais autónoma e um emprego funcional.

Não é fácil ser Professor da Educação Especial dentro deste paradigma. Não é fácil, não!

Poucos são os que nos compreendem. Poucos são os que compreendem a família dos “Especiais”.

Por isso, vos digo:

Ser Professor da Educação Especial é uma “História de Amor” e como em todas as Histórias de Amor há imensos espinhos… Vale-me (nos) a Esperança!

Espero que esta “ História de Amor” tenha um final feliz, onde a “ficção” deixe de existir e a Realidade seja redefinida e reajustada… porque, afinal, é possível fazer sempre melhor! Basta acreditar!

E eu não quero deixar de acreditar até que… “ A Alma me doa”.

 Sorrisos Especiais

Manuela Cunha

 

 


 

Um beijo enorme à Manuela, uma amiga do coração, um grande ser humano, que transborda Amor. Uma verdadeira Semeadora de Afectos (autora dos livros Autismo – Um perturbação pervasiva do desenvolvimento e Semeadores de Afetos” – Vivências Reais de uma professora da Educação Especial).

 

kiss, kiss. Bang, bang!

celmira

Ingredientes do amor na Educação Especial por Ana Beja

 

Conheci a Ana Beja nas redes sociais e pela co-autoria do livro “Programa de Treino de Competências Funcionais para Alunos com Necessidades Educativas Especiais”. Meses mais tarde, em Mangualde, a Ana lançou-me o desafio de ajudar a criar respostas sociais na sua área de residencia. Logo percebi o seu perfil de mulher de armas e uma lutadora pelas questões da inclusão. Obrigada Ana pela partilha de hoje, que seja a primeira de muitas.

 

“A Educação Especial é feita de 2 ingredientes: dar e receber. E é nessa receita simples que reside toda a sua essência!

Contudo, nestes 2 ingredientes, a dosagem vai-se alterando! Umas vezes dá-se mais, outras, recebe-se mais! No meu caso em particular, apesar dos ingredientes nunca mudarem, a dosagem altera-se. E chego muitas vezes à conclusão de que recebo muito mais do que aquilo que dou! Todos os dias recebo! E recebo imenso…

Nesta culinária sem farinha e sem forno, ora cozinho eu, ora cozinham eles. E o que é feito pelas mãos de outra pessoa, sabe sempre tão bem…E não há quem o saiba fazer melhor do que eles!! Quem não gosta de receber logo pela manhã uma bandeja de sorriso franco e de abraço fácil? Quem não gosta de ver o copo meio cheio em vez de meio vazio? Não conheço ninguém!

E não me canso de dizer de que a receita é simples: dar e receber sem esperar nada em troca.

E quando se cozinha com o coração, toda a receita se transforma em riqueza. Apesar da simplicidade dos ingredientes, o conteúdo é fantástico! Com ele aprendo a ser uma pessoa mais tolerante, aprendo que a conquista só se alcança com esforço, aprendo a dar valor ao que realmente importa e aprendo que o respeito e a confiança só se ganham quando aquilo que fazemos nos sai da alma…

Pois é…não há receitas mágicas na Educação Especial.

Não há ingredientes mágicos.

O que realmente é mágico são os verdadeiros cozinheiros que a compõem e que sabem, como ninguém, criar o prato mais fantástico que alguma vez provei!

Obrigada, queridos/as alunos/as!”.

Ana Beja

Obrigada nós Ana pela sua colaboração.

 

Kiss, kiss. Bang, bang!

celmira