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Há muitos anos que não temos férias…

 

Criar um Centro de Turismo Rural Inclusivo, porque? Equacionam-se muitos/as, no conforto da consciência mordaz de num vir a precisar de descançar. O cansaço do cuidador informal existe e não pode ser um tabu. O síndrome da avestruz (enviar a cabeça na areia) também já não pode, nem deve justificar a hipocrisia da crítica dos que apenas falam de inclusão.

Nao me falem de inclusão. Façam-na. E neste projeto, tal como em todos os outros eu também a quis fazer, mas mal a “malta” soube que nestas colónias iam “coexistir” pessoas COM e SEM deficiência, trataram de anular a inscrição dos filhos/as, não fosse a deficiência pegar-se!

Marimbei-me para o conceito, sem nunca o esquecer. O nosso centro não é um gueto, mas se “os outros” não se querem misturar, azar. Estas pessoas merecem o melhor que lhe possamos dar.

E foi a pensar nelas que o projeto do “Centro de Turismo Rural Inclusivo ” da Associação Leque se edificou e continua a crescer. Depois recebemos mensagens assim:

“Ola Dra. Celmira, ainda não tive oportunidade de lhe agradecer pela semana que proporcionou ao meu irmão. É incrível a relação que vocês estabelecem com eles assim como as atividades. Vocês de facto cativaram o meu irmão e isso nem todos os técnicos conseguem ainda hoje se lhe perguntar se quer ir pra piscina ou se quer voltar para vocês ele diz logo que sim….

Graças a vocês conseguimos uns dias de descanso pois há 5 anos que não tínhamos férias, desde que comecei a trabalhar só tinha férias em agosto e como em agosto a instituição do meu irmão fechava, acabávamos por ficar por casa… já não conhecíamos o conceito de férias.

Mais uma vez elogio o seu trabalho, fiquei a admirá-la ainda mais, pois a forma como nos recebeu, como lidava com os miúdos é algo que não se vê em todos os presidentes de associações.

Tenho pena e entristece-me que no nosso país as mentalidades sejam pequenas ao ponto de não se apoiar a nível estatal e de não se replicar uma instituição como a leque, e se continue a investir e a replicar instituições que servem apenas como “depósitos” onde se coloca lá os miúdos e os idosos e eles ali ficam à espera da morte. A mim enquanto educadora social essa espécie de instituições revoltam-me, chocam-me sou mesmo contra…

Mais uma vez um bem-haja e continue com essa força e felicidade porque esta área, estes pais/famílias precisam de instituições como a leque e de pessoas como você…. bjs e até qualquer dia.”

Diana Moreira


 

Eu é que agradeço ❤ todos os dias por me permitirem abraçar os vossos filhos/as!

 

Vejam como foi:

 

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http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-08-23-Ferias-inclusivas-em-Miranda-do-Douro

Kiss, kiss. Bang, bang!

celmira

QUEREMOS LER O MUNDO

 

QUEREMOS LER O MUNDO.

Queremos um mundo onde a diferença seja a igualdade de acessos, saberes, géneros, feitios, formas e identidades. Onde toda a informação seja fácil e provoque emoção, evasão, estímulos e códigos que se decifram em DESCOBERTA.

Agora, há em nós um sentido que aponta para um mundo inclusivo onde não estamos sós, onde um par nos espera e nos leva a conhecer o mundo.

Rendamo-nos ao desafio de uma Linguagem Universal!

Uma linguagem de códigos, signos e símbolos que nos converte em seres capazes de comunicar.

A Alfabetização EKUI é o “primeiro dia” na comunicação para o resto das nossas vidas. O Mestre que se deixar apaixonar não se cansará de ouvir, contar, repetir e ensinar! O Aprendiz correrá sempre em direção à descoberta e à conquista de conhecimento! 

Por uma comunicação universal e acessível a todos/as. EKUI – Linha de Material Lúdico- didático Inclusivo. EKUIze-se! (www.ekui.pt).

QUEREMOS O EKUI PARA TODOS/AS!

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http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-05-05-Ekui-Cards-utiliza-linguagem-universal-para-ensinar-alfabeto-a-pessoas-com-limitacoes

 

Kiss, Kiss. Bang, bang

celmira

EKUI no Agora Nós (RTP1)

 

Amanhã dia 23 de Abril de 2015 em directo no programa Agora Nós da RTP 1, a partir das 10 horas da manhã, vou contar-vos tudo sobre o projeto EKUI.

Equidade/ Knowledge / Universalidade e Inclusão.

Saiba mais em http://www.ekui.pt

Kiss, kiss. Bang, Bang!

dg

 

Celmira Macedo

Sabemos lidar com a diferença? Reportagem na RTP Açores

 

Veja na íntegra a reportagem para o programa “Estação de Serviço” (dia 19 de Fevereiro) na RTP Açores. O Repto lançado foi:

Sabemos lidar com a diferença?

Respondam vocês.

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http://rd3.videos.sapo.pt/playhtml?file=http://rd3.videos.sapo.pt/gPNCvWY9JvfLUvNm7VVu/mov/1

 

kiss, Kiss. Bang. bang!

celmira

Aprender a lidar com a diferença

 

Foi no Faial. O convite para dinamizar formações sobre a temática da educação para a diversidade veio da APADIF – Associação de Pais e Amigos do Deficiente do Faial. Uma Associação que há cerca de 20 anos tem vindo a lutar pela inclusão de pessoas com necessidades especiais numa região difícil, marcada pela forte insularidade , mas com uma energia própria: as suas gentes!

Encontrei no Faial o ânimo, a vontade,  a garra e a determinação que há muito por aqui não via. Encontrei a vontade de acreditar, que parece ter desaparecido das nossas vidas.

Esta ida também me alimentou a mim. O que fui dar, trouxe de volta, maior: Esperança!

Agradeço a esta equipa por isso. Por me ter lembrado qual é o meu propósito nesta vida. Teimava em esquecer, pois a saúde não abunda. Ali, até isso esqueci. Fazer o que se gosta faz bem… e pelos vistos à saúde também!

Descubram a Associação que durante o ano desenvolve diversas iniciativas:

Dinamizam uma Escola de Tango, onde o seu par pode muito bem ser uma pessoa com algum tipo de deficiência, mas uma coisa vos garanto, ali as deficiências são nossas. Ou pelo menos, de quem como eu, de tango nada percebe! Não imagina o bem que se dança por ali. Sem diferenças.

Dinamizam uma Escola de Vela Adaptada, onde atletas de todo o país se cruzam com a diferença, desgastando-a e rompendo-a nas ondas silenciosas daquele mar imenso.

Querem saber mais? Procurem APADIF que valerá a pena!

Para efeitos de futuro fica o registo.

 

Kiss, kiss. Bang, Bang!

celmira

Celmira, a mulher que põe tudo a mexer quando tudo parece imóvel!

 

“É uma mulher invulgar. Com uma força que lhe ferve nas veias e que transborda pelo corpo, pelo sorriso, pela velocidade com que fala, pelo modo como põe tudo a mexer quando tudo parece imóvel” (por Sónia Santos).

Esta é a frase inicial deste artigo do Jornal de Notícias de Maio de 2012, sobre Lutadores. De tudo o que foi dito, e que ainda hoje se mantém atual, diria que quase parece que a jornalista me conhece há anos.

Como já disse muitas vezes sou uma sortuda, ser tão acarinhada e reconhecida!

 

 

Kiss, kiss! Bang, bang!

Celmira Macedo

Apanhada na SIC! Se me arrependo? Não. De nada!

 

Em Julho de 2012, ainda com a Conceição Lino, uma equipa da SIC lançou-me o repto de ir ao Programa da Tarde da SIC. Como sempre, pensei tratar-se de mais uma oportunidade para fazer um marketing positivo da Associação Leque, e aceitei. Durante o programa depressa percebi, que, afinal, o programa se centrava muito mais em mim. Em 2012 estava ainda no meio do sonho, com muitas expectativas e muita esperança no futuro da Associação que fundei em 2009.

Adiei a minha tese, a minha vida, os meus projetos pessoais para abraçar aquele que viria a ser o meu maior desafio. Entrei numa vida sem horários, sem dias livres, tudo porque muita gente passou a depender de mim.

Hoje, não abandonei o sonho, só reduzi as expectativas, pois sem apoios do Estado, e quando falo de Estado refiro a Segurança Social, a luta intensificou-se.

A mim, custou-se alguma saúde. Se me arrependo? Não. De nada!

Foi assim:

Programa Boa Tarde (SIC)http://videos.sapo.pt/j1rAmhltTz7m1C5om2Oo

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kiss, kiss. Bang, bang!

celmira

Busted Lux Woman / Nem sabia de havia de rir ou chorar, tal era a desregulação emocional.

 

Estava eu em franca recuperação, a tentar perceber entre as arritmias e o cansaço extremo, se o aparelhómetro que me enfiaram no coração se mantinha firme, quando recebo uma mensagem da Carla Macedo, Chefe de Redação da Revista LUX WOMAN. Não, infelizmente não somos família, a única coisa que nos une é uma recente amizade, fortalecida por uma empatia e cumplicidades raras. Bom,  perguntava-me a Carla, depois dos devidos cuidados com o meu estado de saúde, se podia fazer uma peça sobre mim para publicar na rubrica sobre Empreendedorismo Social.

Nem sabia se havia de rir ou chorar, tal era a desregulação emocional, que uma intervenção ao coração nos provoca. Acabei por fazer as duas coisas, nesse dia e no dia que li a revista!

Pelo segundo ano consecutivo, saio da LUX WOMAN com lugar de destaque entre milhares de mulheres, que como eu lutam por um mundo melhor. Agradeço todos os dias por isso. E a ti Carla, imenso, por este mimo tão grande, sobretudo porque desconstrói muitos mitos!

Amei ❤

 

 Lux Woman (Dezembro de 2014)

 

«Celmira Macedo, 42 anos, tem um sorriso contagiante. É impossível não sorrir também
de cada vez que falamos com ela. Celmira é daquelas pessoas que acolhem, mesmo sem ter os braços abertos, e tem os olhos muito grandes, porque a curiosidade é nela uma constante. Aliás, foi a curiosidade que a levou a fundar a Leque, uma associação sem fins lucrativos, em Alfândega da Fé, Trás-os-Montes, que trabalha com pessoas com deficiência e as suas famílias. Mas já lá vamos.

Primeiro, a curiosidade.
Celmira não consegue parar de estudar. É bacharel em Educação de Infância (1992) e
licenciada em Educação para a Primeira Infância (2002), tem uma Pós-Graduação/
Especialização em Educação Especial (2005) e um doutoramento em Educação para o
Educação Especial (2013) pela Universidade de Salamanca, em Espanha.

Nunca quis parar de saber mais sobre uma área que a emociona e a impressiona: a deficiência.

Ouvi-a dizer, uma vez: “Não é preciso ter para sentir.” É uma frase que repete para explicar o seu empenho e o seu envolvimento nesta área. A Leque nasceu da curiosidade
e da vontade de fazer, de mudar o mundo. Especificamente?

Em 2004, Celmira começava o seu doutoramento na Universidade de Salamanca porque, diz, achava que devia saber mais sobre a sua profissão e definia como terreno de trabalho a região onde vive. Descobriu que “as famílias de pessoas com deficiência, limitações ou incapacidades do distrito de Bragança apresentavam uma qualidade de vida deficitária; a falta de apoio das redes de suporte social era um problema limitador da sua qualidade de vida”.

Eram mais de mil. Foi nesta altura que o doutoramento teve de esperar, porque Celmira resolveu intervir. “Fui fazer a única coisa que podia fazer, que era capacitar as famílias para lidarem com as diversas deficiências. Fiz uma formação parental em 2009, sempre na perspetiva de capacitação dos pais, para as famílias poderem envolver-se e participar. Em 2009, fizemos a Escola de Pais NEE (Necessidades Educativas Especiais), primeiro com uma capacitação para a diferença, depois apliquei um programa para ultrapassar as frustrações e finalmente focá-mo-nos nas competências parentais. A meio  da formação, os pais quiseram formar a associação,para podermos apoiar-nos e apoiaroutras famílias”, explicou Celmira numa entrevista à RTP.

O que é que faz hoje a Leque? Em março de 2010, abriu em Alfândega da Fé um centro
de atendimento para 30 pessoas com necessidades especiais, onde não se internam nem se institucionalizam pessoas – a ideia é a de que os indivíduos com deficiência participem na vida das suas famílias e da sua comunidade.

Depois, em 2011, a Leque inaugurou o Centro de Férias de Turismo Rural
Inclusivo, uma colónia de férias destinada a aliviar as famílias de todo o País que cuidam de pessoas com deficiência. “Os pais e os cuidadores estão muitas vezes sobrecarregados. Agora, podem deixar os filhos connosco e terem também umas férias.” E, claro, a formação parental, que inclui as famílias nas terapêuticas, é essencial no trabalho da Leque, a ponto de o seu mais recente projeto ser o Leque for All, um programa a concurso para financiamento na Missão Sorriso, que pretende levar a metodologia de trabalho desta associação a vários pontos do País.

O financiamento constitui outra das características inovadoras da Leque. Em vez de esperar pelos apoios do Estado para conseguir o dinheiro necessário para as suas atividades, Celmira Macedo e a sua equipa procuram financiamento (e já o conseguiram) junto de entidades como o Montepio ou a Fundação EDP para projetos específicos e, claro, aceitam donativos de particulares e empresas.

Mas o financiamento não se fica por aqui. Aos serviços externos que os técnicos da Leque prestam à comunidade local, como a fisioterapia, junta-se o EUKI, a primeira linha de material lúdico-didático inclusivo em Portugal, que serve tanto para crianças com NEE como sem NEE.

Serve para todos!
Celmira, a presidente da Leque, é ali voluntária.

O seu salário vem da atividade como professora de educação especial, na escola pú-
blica, e docente no Mestrado de Educação Especial do Instituto Superior de Ciências Educativas de Felgueiras. A associação nunca foi vista pela sua fundadora como uma forma de conseguir dinheiro ou notoriedade, mas como um meio para mudar a vida das pessoas em que toca.

São vários os testemunhos de pais NEE que encontraram na Leque um porto de abrigo e força para continuar o seu caminho de cuidadores.

O mais emocionante, talvez, é o de Manuela Gomes, hoje vice-presidente
da Leque: “Conheci a Celmira antes da formação da associação. Juntas, formámos
a associação, e de então para cá, tem-me ajudado muito. O meu filho, Hélder, tem esclerose tuberosa [uma doença incapacitante] e quando fez 19 anos deixou de poder frequentar o ensino normal. Tentei colocá-lo numa instituição em Bragança, mas ninguém o aceitou. Não queria deixá-lo fechado em casa. Mudei-me para Alfândega da Fé com os meus dois filhos, para o Hélder frequentar a associação Leque, e ele evoluiu muito em termos de postura. Tenho a certeza de que foi um dos melhores anos da vida dele. Tornou-se uma pessoa muito feliz, começou a sorrir muito.” »

Carla Macedo – Chefe de Redação

Fonte: Revista Lux woman (Dezembro de 2014)

 

 

❤ Amei 

Kiss. kiss. Bang, Bang!

celmira

Busted no Dia da MULHER! Que tinha eu feito para merecer tal destaque?

 

Em Dezembro de 2013, e por ocasião do DIA DA MULHER, o Programa Portugal em Direto (RTP1) homenageou 5 MULHERES a nível nacional. Aquelas que, segundo os critérios apresentados, mais se tinham destacado em várias áreas, desde a ciência à área social. Todos os dias passava um reportagem sobre as suas vidas e obra. Mais uma Vez fui surpreendida com um telefonema da delegação da RTP em Bragança. Eu, havia sido escolhida para fazer parte desse grupo de homenageadas. Fiquei sem palavras, que tinha eu feito para merecer tal destaque? Que responsabilidade! Naquele momento pensei na sorte que tinha de, em vida, ter sido reconhecida pelo meu trabalho.

Foi assim:

Programa Portugal em Directo (RTP) – Homenagem dia da Mulher  // Min. 20. 23 (http://www.rtp.pt/play/p1398/e146440/portugal-em-direto/342245)

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celmira

Busted na RTP1 – Hesitei porque estava psicológica e fisicamente debilitada

Em Setembro deste ano fui convidada a ir Programa Agora Nós (RTP1), pelo Nuno Mota da Coral Europa Produções. Hesitei porque dali a uns dias ia ser intervencionada ao coração. Psicológica e fisicamente estava debilitada (apesar de nada se notar), mas acabei por  aceitar. Nunca sabemos como saímos e se saímos de um hospital, e os projetos da Associação Leque precisavam de divulgação, não fosse o pior acontecer. Achei eu que os podia divulgar, iria ser o meu derradeiro esforço! Imaginem o meu espanto, quando a meio do programa percebo que, afinal, a reportagem realizada em Alfândega e tudo o resto, faziam parte de um plano mirabolante, orquestrado pela RTP com ajuda da minha equipa, amigos e família, para me fazerem uma bonita homenagem. No dia do meu aniversário! As emoções foram demais para um coração debilitado, as como em tudo, foi mais forte do que parceia e tudo correu bem (até a intervenção)!

Esta foi a reportagem que eu pensava que ia passar no programa:

O que se passou realmente (Clique no link para ver):

Programa Agora Nós (RTP) – Homenagem pelo trabalho na Leque  // Min 18.40 (http://www.rtp.pt/play/p1629/e166993/agora-nos/383359)

Agora Nós 29092014

Kiss. kiss. Bang, Bang!

celmira